O delegado do 91.º Distrito Policial, Dejair Rodrigues, disse que os 73 alunos detidos na USP pela manhã podem dormir na carceragem da delegacia ou de outros DPs da 3.ª Seccional. O motivo é o ritmo lento dos interrogatórios. Até agora, 27 estudantes foram ouvidos. Todos eles disseram que só falarão em juízo.

A polícia está submetendo os estudantes a um interrogatório padrão, com 12 perguntas. "Depois dos interrogatórios, todos eles passarão por exame de corpo de delito." Rodrigues disse que apenas depois do exame será aceito o pagamento da fiança exigida para a liberação de cada aluno, de 1 salário mínimo (R$ 545).

O policial disse que os alunos permanecem confinados em dois ônibus (um com 46 homens e outro com 24 mulheres) porque querem. Segundo Rodrigues, foi oferecida aos estudantes a possibilidade de aguardarem sua vez de serem interrogados no prédio do distrito, mas eles se negaram.

O delegado negou denúncias de que os alunos estejam sem comida ou possibilidade de ir ao banheiro. "Todos estão se alimentando com água e frutas."

O deputado estadual do PSOL Carlos Giannazi esteve à tarde no 91.º DP para negociar a redução do valor da fiança dos 73 manifestantes (a polícia anteriormente tinha divulgado que eram 70). Inicialmente fixada em R$ 1.050, ela teve o valor reduzido para 1 mínimo. Giannazi tentou negociar outra redução do valor, o que, segundo o delegado, esbarra em obstáculos legais.

Os estudantes foram detidos depois que a Tropa de Choque da Polícia Militar desocupou o prédio da reitoria, invadido no dia 2. Levados de ônibus para o DP, eles estão sendo indiciados por três delitos: desodiência de ordem judicial, dano ao patrimônio público e crime ambiental.

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