Polícia investiga suposto tráfico de órgãos em hospital no Rio
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terça-feira, 10 de agosto de 1999
Por Adriana Ferreira 
Rio de Janeiro, 11 (AE) - A polícia civil investiga denúncias da existência de tráfico órgãos no Hospital Salgado Filho, no Méier, zona norte da capital fluminense.
Após receber diversas denúncias de familiares de pacientes que tiveram seus órgãos, especial córneas, retirados ilegalmente, a polícia vem fazendo levantamento do esquema de doações no Salgado Filho.
No hospital trabalhava o auxiliar de enfermagem Edson Isidoro, suspeito de assassinar pacientes com injeções de cloreto de potássio e de estar envolvido com a máfia de funerárias.
No relatório da Delegacia de Homicídios, que está apurando as mortes atribuídas a Edson Iisidoro, menciona-se a suspeita de que Isidoro pudesse também estar envolvido com o negócio de tráfico de órgãos.
Além das denúncias - em quatro meses cerca de 600 parentes de vítimas prestaram depoimentos - a polícia também está pesquisando as fichas de doações. E já detectou um dado que considera, no mínimo, estranho: em 1998, o Salgado Filho contabilizou 104 doações, número vinte vezes maior que o do Hospital Souza Aguiar, que registra um número de óbitos muito maior.
A direção do Salgado Filho informou que vai abrir sindicância para apurar as denúncias dos parentes de pessoas que estiveram internadas na instituição.


