Polícia investiga se carro de usineiro é clonado
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Ribeirão Preto - A polícia de Ribeirão Preto, a 310 km de São Paulo, confirmou ontem que o carro Mercedes-Benz usado pelo usineiro Alexandre Titoto para transportar o analista financeiro Carlos Alberto de Souza Araújo, de 41 anos, no domingo, até o local onde este foi enterrado, é um veículo clonado, que consta como roubado e pode ter sido usado numa possível fraude de seguro. Titoto é acusado de matar o executivo.
Em 15 de fevereiro de 2001, Araújo, o dono do carro, deu queixa de roubo na polícia de São Paulo, onde residia e trabalhava para um banco internacional. O veículo, porém, já estava com Titoto e documentação irregular.
Segundo o delegado Samuel Zanferdini, do Setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a primeira suspeita foi quanto ao modelo do Mercedes-Benz. Com a checagem de chassi e motor, e informações de uma concessionária, a polícia descobriu que existe outro carro com a mesma placa, CMS-0058, em São Paulo, mas regular, que pertence a uma empresa. ''Houve o que chamamos de dublê de placa'', diz Zanferdini.
Zanferdini espera as informações da polícia paulistana para contatar a seguradora e confirmar a suspeita, inclusive para incluir a apólice e a respectiva indenização, se houve, no inquérito sobre a morte de Araújo.
Segundo denúncias anônimas era Araújo, a vítima, quem devia dinheiro para Titoto, o principal suspeito do crime. A polícia ainda investiga a possível participação de uma ou mais pessoas na morte e na ocultação do cadáver, pois havia indícios de terra no carro, outras pegadas e até uma camisa enterrada com o corpo.


