Polícia investiga rede de prostituição acusada de aliciar garotos menores para turistas no Rio
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2000
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 11 (AE) - A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga uma denúncia de uma rede de prostituição infantil comandada por um homem identificado apenas como álvaro, suspeito de aliciar garotos menores de idade para oferecê-los a estrangeiros em férias no Rio. Dois garotos já foram levados à delegacia para prestar depoimento. O caso chegou à polícia através da mãe de B.P.P., de 12 anos, após o sumiço do menino, em dezembro. B. foi encontrado por agentes do Grupo de Apoio ao Turista da Guarda Municipal que faziam policiamento em Copacabana na noite de quarta-feira.
O menor, que estava morando com álvaro num prédio na Rua Barata Ribeiro, contou que recebia R$ 40 por programa. Ele estava desaparecido desde o dia 12 de dezembro do ano passado. Ontem à noite, outro menor, L.C., de idade não revelada, foi encontrado vagando pela praia de Copacabana. L. também foi encaminhado para a DPCA. Antes, ele levou os guardas municipais até a casa de álvaro, que foi intimado a ir à delegacia prestar esclarecimentos.
Os garotos contaram que tinham a chave do apartamento e que existem outros meninos na mesma situação. De acordo com policiais, álvaro foi liberado por falta de provas.


