São Paulo, 28 (AE) - A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o presidente da Associação dos Perueiros Clandestinos da Zona Sul de São Paulo, Laércio Ezequiel dos Santos. O delegado-titular do 11.º Distrito Policial, em Santo Amaro, Antônio Ubirajara Rodrigues, pretende ouvir na próxima semana suas explicações sobre o anúncio que fez de que mandaria queimar ônibus durante protestos.
Além da investigação por incitação ao crime, a polícia vai averiguar como se dá a organização e as relações entre perueiros na associação. Isso para tentar determinar se os incidentes desta semana - quando ônibus foram queimados - foram uma ação coordenada, o que poderia caracterizar formação de quadrilha ou bando. Procurado, Santos não respondeu à reportagem.
Conflitos - Hoje perueiros, homens da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e fiscais da São Paulo Transporte (SPTrans) entraram em confronto mais uma vez. O tumulto começou quando guardas e fiscais chegaram ao Largo de Moema, na zona sul, ao meio-dia. Motoristas de dez vans que operavam linhas clandestinas resistiram na entregar dos veículos apreendidos. Carros da SPTrans acabaram depredados. Seis perueiros foram levados ao 36.º Distrito Policial, no Paraíso, onde foi registrado o caso. Com os perueiros foram encontrados coquetéis molotov e, até a noite, havia motoristas em frente do distrito, mas a situação estava sob controle, segundo policiais.
Ontem (27) à noite, no Jabaquara, também na zona sul, uma outra confusão ocorreu envolvendo os perueiros, a GCM e os fiscais. A apreensão de três vans pela fiscalização da SPTrans causou protestos entre os motoristas. O confronto violento deixou seis pessoas feridas e o caso foi parar no 35.º Distrito Policial, no Jabaquara.
Hoje, até as 18h, a fiscalização da SPTrans apreendeu 20 veículos que faziam transporte irregularmente até as 18 horas.

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