Polícia investiga PMs que trabalham para deputado
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domingo, 14 de setembro de 1997
Agência Estado Brasília 
Ed Ferreira/Agência Estado
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AgradecimentoCleucy, com o pai, cumprimenta o arcebispo dom José Freire FalcãoO deputado distrital e empresário Luiz Estevão, que teve a filha sequestrada por policiais militares do Distrito Federal, mantém 11 PMs na equipe encarregada de fazer a segurança dele e da família. Todos esses policiais, que prestam serviço ao empresário em suas horas de folga na Polícia Militar, estão sendo investigados pela Corregedoria da PM do DF. A corregedoria suspeita que algum deles possa ter se envolvido indiretamente no sequestro, passando aos sequestradores informações sobre a rotina da garota.
Apesar da suspeita, o deputado não demitiu nenhum dos seus seguranças nem qualquer outro empregado da casa, informou ontem o assessor de imprensa de Luiz Estevão, jornalista Sylvio Guedes. Investigar funcionários da casa é um procedimento padrão, um dever de ofício da polícia em casos de sequestro, afirmou ele. Assim, o deputado não tomará nenhuma atitude (contra os empregados) enquanto não houver suspeita confirmada. Segundo ele, o empresário não acredita no envolvimento de nenhum de seus contratados no sequestro.
A menina Cleucy, de 12 anos, foi sequestrada quando chegava à escola onde estuda, na manhã de 5 de setembro (uma sexta-feira), e foi resgatada pela Polícia Civil na madrugada de sexta-feira. Não houve pagamento de resgate. Ela passa bem e ontem participou de uma missa realizada na residência do arcebispo de Brasília, dom José Freire Falcão.
Após a missa, já no pátio da residência, Cleucy deixou-se abraçar por um soldado da PM que fazia guarda em frente ao local. Visivelmente emocionado, o soldado Nivaldo Ferreira contou, logo depois, aos jornalistas que pediu licença para aproximar-se dela e do pai a fim de pedir desculpas, em nome da PM, pelo fato de terem sido policiais militares os principais envolvidos no sequestro.


