Ed Ferreira/Agência Estado
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AgradecimentoCleucy, com o pai, cumprimenta o arcebispo dom José Freire FalcãoO deputado distrital e empresário Luiz Estevão, que teve a filha sequestrada por policiais militares do Distrito Federal, mantém 11 PMs na equipe encarregada de fazer a segurança dele e da família. Todos esses policiais, que prestam serviço ao empresário em suas horas de folga na Polícia Militar, estão sendo investigados pela Corregedoria da PM do DF. A corregedoria suspeita que algum deles possa ter se envolvido indiretamente no sequestro, passando aos sequestradores informações sobre a rotina da garota.
Apesar da suspeita, o deputado não demitiu nenhum dos seus seguranças nem qualquer outro empregado da casa, informou ontem o assessor de imprensa de Luiz Estevão, jornalista Sylvio Guedes. ‘‘Investigar funcionários da casa é um procedimento padrão, um dever de ofício da polícia em casos de sequestro’’, afirmou ele. Assim, ‘‘o deputado não tomará nenhuma atitude (contra os empregados) enquanto não houver suspeita confirmada’’. Segundo ele, o empresário não acredita no envolvimento de nenhum de seus contratados no sequestro.
A menina Cleucy, de 12 anos, foi sequestrada quando chegava à escola onde estuda, na manhã de 5 de setembro (uma sexta-feira), e foi resgatada pela Polícia Civil na madrugada de sexta-feira. Não houve pagamento de resgate. Ela passa bem e ontem participou de uma missa realizada na residência do arcebispo de Brasília, dom José Freire Falcão.
Após a missa, já no pátio da residência, Cleucy deixou-se abraçar por um soldado da PM que fazia guarda em frente ao local. Visivelmente emocionado, o soldado Nivaldo Ferreira contou, logo depois, aos jornalistas que pediu licença para aproximar-se dela e do pai a fim de pedir desculpas, em nome da PM, pelo fato de terem sido policiais militares os principais envolvidos no sequestro.

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