Polícia investiga origem de carro salvado
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sexta-feira, 22 de agosto de 2003
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
O delegado do 3º Distrito Policial (DP) de Londrina, Manoel Ângelo Pelisson, investiga se a seguradora de São Paulo que repassou um veículo para o comerciante Jorge Antônio Macri, preso desde a última quinta-feira, teve participação no esquema de ''carros salvados'' veículos destruídos que são vendidos para reaproveitamento dos documentos legais.
A Parati ''clonada'' por Macri teria sido adquirida na loja de veículos Nova Arnaut, em São Paulo, suspeita de ser ponto de venda de carros salvados. O carro teria sido repassado à loja pela seguradora Sul América. O que a polícia de Londrina tenta descobrir é se o veículo foi vendido com perda total, o que obrigaria a seguradora a devolver os documentos do carro para os órgãos competentes ao invés de repassá-los para terceiros.
Macri está preso no 2º DP, acusado de receptação, falsificação de documento público e estelionato. Ele teria vendido uma Parati contendo peças roubadas e chassi de um outro carro idêntico, o que reforça as suspeitas. Na loja de acessórios para carros de Macri, a polícia encontrou peças da Parati que teria ''salvada'' e carimbos falsos de um cartório londrinense. O estabelecimento também não tinha alvará nem documentos fiscais.
Segundo o advogado do comerciante preso, Luiz Gaya, o suspeito alegou em depoimento que os objetos encontrados pela polícia pertenciam ao proprietário anterior da loja, adquirida por Macri há cerca de 60 dias. O advogado ressaltou que Macri possuía as notas de compra do veículo, que foram anexadas aos autos. ''Isso não prova nada'', resumiu o delegado Pelisson, que conduz o inquérito. Ontem, Gaya ingressou com pedido de revogação da prisão preventiva de Macri.
O delegado da Força-tarefa da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Joaquim de Mello, disse à Folha que casos de adulteração de carros não são comuns na cidade.


