O delegado de Nova Cantu, Osvaldo Moreira, instaurou ontem inquérito para apurar a morte do eletricista João Batista Parvas. ‘‘É preciso instaurar o inquérito em razão de ter havido uma morte’’, afirmou Moreira. ‘‘Mas, preliminarmente, já se sabe que não houve negligência e não há culpa.’’ O delegado esteve no local do acidente e confirmou as informações de que o helicóptero, a cerca de um metro do chão, preparava-se para pegar Parvas, quando foi deslocado por uma rajada de vento. O piloto Floriano Nolasco da Silva Júnior não prestou depoimento porque está muito abalado.
O eletricista morto foi, segundo Furnas, quem encontrou a segunda bomba em torre de transmissão do sistema alternado em Nova Tebas no último domingo. Parvas estava na equipe de eletricistas acionados após a explosão na torre da linha 1 em Nova Tebas. Ele vistoriava as outras torres quando encontrou a bomba na base de uma torre da linha 2.
Oficiais que estavam ontem no Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), em Curitiba, não souberam dar informações sobre o inquérito que deve ser aberto pela Aeronáutica.
A operação ‘‘varredura’’ em 7.447 torres entre Foz e São Paulo recomeçou ontem. A operação foi paralisada anteontem após o acidente que matou Parvas. Segundo Dante Cassol Bainha, supervisor de linha em Ivaiporã, apenas na área de sua jurisdição o trabalho estava parado ontem. Bainha disse que a intenção era recomeçar os trabalhos mais tarde, ‘‘em razão do clima de comoção da equipe’’. Bainha disse que a situação climática na região, entre Ivaiporã e Ortigueira, com muita chuva ontem e em terreno acidentado, também impedia o trabalho.

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