Polícia investiga morte de Cássia Eller
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quarta-feira, 02 de janeiro de 2002
Luciana Nunes Leal 
Rio de Janeiro - Os policiais que investigam a morte de Cássia Eller esperam retomar, hoje, os depoimentos dos médicos e amigos da cantora, que morreu na noite de sábado, depois de ser internada na Casa de Saúde Santa Maria com suspeita de consumo de álcool, drogas e calmantes.
O depoimento mais esperado é da percussionista da banda de Cássia, Lan Lan, que, na manhã de sábado, socorreu a cantora e a levou para o hospital. Os investigadores pretendem ouvir também ainda esta semana três médicos da clínica que foram intimados a depor, mas estavam viajando e voltam hoje ao trabalho.
A polícia quer esclarecimentos sobre o que motivou a internação de Cássia, que chegou ao hospital, segundo relato dos médicos e enfermeiros, chorando muito, agitada e falando com dificuldade. Lan Lan informou à polícia que viajaria na tarde de domingo para a Bahia. Ontem, o apartamento que divide com outra música da banda de Cássia, Thamyma, estava vazio.
Diante das notícias de que a família de Cássia Eller ficou insatisfeita com o atendimento prestado à cantora na tarde de sábado, o presidente da Associação de Hospitais e Clínicas do Rio de Janeiro, José Carlos Abrahão, informou ontem que a Casa de Saúde Santa Maria, onde Cássia foi atendida, tem todas as condições para atendimento de qualquer tipo de paciente. Segundo Abrahão, a Santa Maria tem classificação de hospital A, categoria que atesta instalações completas, como unidades de tratamento intensivo e aparelhos mais sofisticados, como tomógrafos.
Fazemos uma classificação técnica que pode ir de A até D ou ficar sem categoria até que o hospital atinja as mínimas condições exigidas. São mais de 200 requisitos. A Casa de Saúde Santa Maria atende a grande maioria deles, disse Abrahão. A associação reúne 300 clínicas e hospitais particulares do Estado do Rio.


