Polícia investiga morte de bebê no Rio
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terça-feira, 02 de fevereiro de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 02 (AE) - A polícia fluminense está investigando as circunstâncias da morte do bebê David Carlos Sobral de Souza, de nove meses, ontem (01), pouco depois de ser atendido no Hospital Rocha Maia e enviado para casa com diagnóstico de gases. "O inquérito policial já está instaurado", informou o delegado Eduardo Batista, da 10ª Delegacia de Polícia, responsável pelo caso. "Vamos apurar se houve negligência ou erro na prescrição de medicamento". A pediatra Leila Adesse, que atendeu o bebê e lhe prescreveu um analgésico, deveria depor hoje.
A diretora do hospital, Estela Alves de Sousa, afirmou que está aguardando o resultado da necropsia, que determinará a causa da morte do bebê, para decidir o que fazer. "Por enquanto, não vamos fazer nenhuma investigação ou abrir sindicância interna", disse. A previsão do Instituto Médico Legal (IML) era de que o laudo da necropsia ficasse pronto na noite de hoje. Morte - Segundo relatou a mãe da criança à polícia, a dona de casa Maria Helena Rodrigues de Sousa, o bebê começou a passar mal em casa, por volta das 12 horas de segunda-feira, quando ela resolveu levá-lo ao hospital. Além de demonstrar estar sentindo dores na barriga, o bebê suava frio e gemia. De acordo com o registro do hospital, David foi atendido às 14h30 no ambulatório da Pediatria por Leila Adesse.
A médica diagnosticou gases no intestino, prescreveu um analgésico, recomendou uma dieta alimentar e pediu um exame de fezes e uma ultrassonografia para serem feitos posteriormente. Ao chegar em casa, no Morro Chapéu Mangueira, no Leme, o bebê estava pior e chegou a desmaiar, segundo depoimento de seu pai, o guardador de carros Carlos Alberto Sobral da Silva. Desesperado, ele decidiu voltar ao hospital, onde David já chegou morto.
"A pediatra é antiga no hospital, tem experiência de emergência e é muito competente", defendeu a dirtora do Rocha Maia. "Ela não verificou nenhum sinal de quadro emergencial e pediu os exames justamente para saber a causa das dores". Segundo Estela, a mãe da criança contou à médica que o bebê tinha dor de barriga, mas que não apresentava outros sintomas, como diarréia, febre ou vômitos.


