Manchester, Inglaterra, 07 (AE-AP) - A polícia britânica anunciou hoje (07) estar investigando outras 39 mortes e sua suposta vinculação ao assassino convicto Harold Shipman. Um total de 175 novos casos foram abertos desde que, na semana passada, o médico Shipman fora declarado culpado de injetar em 15 pacientes anciãs doses letais de heroína, entre março de 1995 e julho de 1998. Segundo os investigadores, Shipman, de 54 anos, matou porque gozava do "exercício do poder máximo de controlar a vida e a morte" de suas pacientes.
O médico também foi acusado pela falsificação de um testamento no valor equivalente a US$ 620.000 de sua última vítima, Katheen Grundy, de 81 anos, e foi sentenciado a 15 penas de prisão perpétua mais quatro anos de prisão por falsificação.
O médico de família, que exercia sua profissão em Hyde, um subúrbio de Manchester, no norte da Inglaterra, foi posto em evidência pela filha de Grundy, uma advogada que suspeitou do testamento de sua mãe, que deixada todas as suas propriedades para Shipman.
O governo britânico também investiga a impunidade com que atuou Shipman durante mais de três anos.

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