Polícia investiga irregularidades em módulo do PAS
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quinta-feira, 19 de agosto de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 20 (AE) - A polícia investiga possíveis irregularidades em compras efetuadas pelo módulo 7 do extinto Plano de Atendimento à Saúde (PAS). Análise feita em documentos apreendidos no módulo, há cerca de um mês, revelou que pelo menos três empresas que tiveram a licença cassada pela Secretaria Estadual da Fazenda emitiram notas fiscais para o PAS
nos anos de 1996 e 1997. O valor total das notas analisadas é de cerca de R$ 200 mil.
Os delegados da força-tarefa que investigam a máfia dos fiscais na administração municipal disseram desconfiar que os valores registrados nas notas foram superfaturados. Em suas investigações, eles pretendem apurar também se as empresas realmente forneceram os produtos descritos ou se as notas foram uma forma de cobrir eventuais desvios de verbas do módulo. Os delegados chamaram a atenção para o fato de que todos os valores descritos nas notas foram pagos pelo PAS, apesar das irregularidades constatadas nas empresas.
Cassada - Uma das empresas, a Osiview Comércio e Serviços de Informática, está impedida de emitir notas fiscais desde janeiro de 1994, segundo apuraram os delegados que conduzem o inquérito policial que investiga o módulo 7. Mesmo assim, foram encontradas notas emitidas para o PAS em 1996 e 1997, no valor total de R$ 47 mil.
Outra empresa, a Zoroastro Empresa Comércio e Representações, teve a inscrição cassada pela Secretaria da Fazenda em abril de 1990, mas também vendeu produtos para o PAS em 1996 e 1997, segundo os policiais. O telefone da Osiview e da Zoroastro não constam no catálogo telefônico.


