Polícia investiga incêndio a ônibus
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Paiçandu O caso do ônibus incendiado por uma quadrilha encapuzada na noite de sábado em Paiçandu (Região Metropolitana de Maringá) está desafiando a Polícia Civil. Galões de gasolina com a inscrição do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram encontrados próximo à carcaça do veículo, destruído pelas chamas na Avenida Ivaí. Segundo o próprio delegado que preside o inquérito, Gustavo de Pinho Alves, o motorista informou em depoimento que o trio responsável pelo ataque seria de São Paulo.
Para o chefe da Divisão do Interior, Julio Reis, não há "indícios consistentes" de que o caso seja similar aos ataques que ocorreram em São Paulo e Santa Catarina. "O fato deles se identificarem como sendo de São Paulo e que os galões foram usados tinham marcas do PCC não são provas suficientes desta ligação", afirmou.
Reis também não quis afirmar que o uso da "grife" mais temida da atualidade seja, na verdade, um blefe dos criminosos. "Temos que aguardar a investigação, que estão adiantadas, para efetuar as prisões e ouvir os responsáveis pelo ataque", esclareceu.
Reis, no entanto, demonstrou estar bastante inteirado do fato e que está acompanhando todas as investigações. "Eles entraram em contradição ao dizer que eram de São Paulo pouco antes de instruir o motorista para se dirigir a um bairro onde só quem mora em Paiçandu conheceria", ponderou.
O delegado Alves ainda não tem elementos para ligar o ataque de sábado a outro ocorrido na mesma região no domingo, dia 17, houve uma tentativa frustrada de raptar outro ônibus da TCCC no distrito de Floriano, quando também foram encontrados galões com gasolina com inscrições do PCC. No ataque de sábado, a abordagem foi bem sucedida porque o motorista foi surpreendido na rodoviária de Paiçandu, que estaria vazia.
Na semana passada, a polícia prendeu dois dos principais traficantes da cidade. O delegado trabalha com a possibilidade do ataque ser uma retaliação às prisões.
A polícia tem apenas um pista. Uma câmera de monitoramento teria flagrado o trio momentos antes do ataque, numa rua próxima à rodoviária, ainda estariam sem capuzes.


