A Polícia Civil investiga a autoria do homicídio do cinegrafista Adir Vilmar Chimanski, de 50 anos, morto na noite de quarta-feira em frente de sua casa com vários disparos de arma de fogo no bairro Batel, em Guarapuava.
De acordo com a Polícia Civil, o cinegrafista foi morto por volta das 20 horas de quarta-feira. Ao descer do carro em que ele estava para abrir o portão da própria residência, Chimanski foi atingido por seis disparos de arma de fogo. O profissional trabalhava no programa "De olho na cidade", terceirizado pela TV Humaitá, afiliada da TV Cultura. Na tarde de ontem, o corpo do cinegrafista foi velado na Capela Mortuária do bairro Santa Cruz e posteriormente foi sepultado no Cemitério Municipal de Guarapuava.
Segundo o apresentador do programa, Roni Santos, o cinegrafista trabalhou normalmente no início da noite de terça. Ele costumava produzir reportagens do setor policial. "Nosso programa começa às 18h30. Às 19 horas, nós terminamos, ele deu carona para o pessoal da equipe e levou também um repórter. Ele não comentou sobre ameaças. Nos últimos dias disse que teve um desentendimento entre família, mas nada sério. Foi uma surpresa", comentou Santos. Os dois trabalhavam juntos há seis anos. "Era uma pessoa muito prestativa. Todos gostavam dele. Ele tinha amizade com todo mundo", acrescentou o apresentador.
Conforme Santos, o cinegrafista havia oficializado o segundo casamento há pouco mais de um mês. Chimanski tinha três filhos. A TV Humaitá veiculou homenagens ao profissional e prestou solidariedade à família. O enterro foi realizado no final da tarde de ontem.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão do Paraná, Airton Santos, ficou sabendo da notícia pelos sites e jornais, mas preferiu não comentar o caso. "Tudo o que podemos dizer nesse momento é lamentar o ocorrido", declarou.
Na última segunda-feira, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou relatório que aponta a morte de oito jornalistas e 64 agredidos em 2015 no Brasil. O documento cita um ranking da ONG Press Emblem Campaign, que coloca o país como o quinto mais perigoso para os profissionais da impressa – atrás de Síria, Iraque, México e França.

INVESTIGAÇÃO
O delegado responsável pelo caso, Alisson Henrique de Souza, atendeu o telefonema da reportagem, mas tanto ele como os peritos do Instituto de Criminalística preferiram não repassar informações sobre a investigação. Souza havia marcado uma entrevista coletiva ontem, que foi cancelada porque o relatório ainda estava sendo realizado com as informações dos investigadores em campo. O Instituto Médico Legal (IML) também não forneceu detalhes sobre o caso. De acordo com a soldado Adriane, do setor de comunicação da Polícia Militar, um dos vizinhos teria visto uma pessoa sair correndo da cena do crime.

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