Polícia investiga denúncia de tentativa de assassinato de Vicentinho
São Paulo, 19 (AE) - O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh afirmou hoje que as informações sobre um suposto plano para assassinar o presidente nacional da CUT, Vicente Paulo da Silva, foram conferidas pela polícia e mostraram ter consistência. As investigações chegaram a tal ponto que a CUT já sabe que o grupo pago para assassinar Vicentinho receberia R$ 60 mil pelo serviço
dos quais R$ 20 mil já teriam sido liberados para os contratados.
Greenhalgh não revelou a motivação para o crime. Na entrevista coletiva que deu nesta tarde, Vicentinho confirmou que a informação de que existe um plano para assassiná-lo partiu de um advogado amigo, no dia 8 deste mês. O caso está nas mãos da delegada Aparecida Maria Luiza Mota, do DHPP, órgão da Secretaria de Segurança Pública. O sindicalista disse acreditar que a razão do plano para matá-lo deva ser política, já que não tem inimigos pessoais.
Vicentinho afirmou ainda não ter a idéia exata da motivação de quem quer prejudicá-lo. Ele informou que mudou de casa, de caminhos (os trajetos para a sede da CUT, para sua casa e para a Uniban, onde cursa o primeiro ano da Faculdade de Direito). O carro blindado no qual está circulando foi arranjado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, segundo contou. Ele não revelou o número de seguranças cedidos para protegê-lo e a sua família.





