Polícia investiga assassinato de motorista
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quarta-feira, 29 de dezembro de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 29 (AE) - Vingança, queima de arquivo ou tentativa de assalto são as hipóteses investigadas pela polícia para esclarecer o assassinato de Paulo Roberto Bueratto Sales, de 35 anos, ocorrido na noite de ontem (28) em Americanópolis, na zona sul da capital. Sales, funcionário da empresa Hupper Sistem Cial Serviços, de propriedade de um francês, trabalhou também como motorista para o consulado dos Estados Unidos, em São Paulo, e foi sócio de um empresário italiano investigado pelo Ministério Público Estadual
que estaria envolvido em fraudes fiscais no Brasil e na Itália. Sales teria sido, segundo apurou a polícia, "testa-de-ferro" do italiano, que está preso em Roma.
O assassinato ocorreu pouco depois da chegada de Sales a sua casa, na Rua Alberto Hertzer, dirigindo o carro Audi 94, de placa DHE-2222. Eram 22 horas e, assim que estacionou o carro, Sales fechou o portão eletrônico e foi atacado por um homem branco, aparentando 30 anos, que vestia camiseta branca, bermuda jeans, usava boné e calçava tênis vermelho. Armado com uma pistola calibre 380 e um revólver calibre 38, Sales trocou tiros com o homem e foi atingido no peito por um tiro de calibre 9 mm. Ele morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro do Jabaquara.
Ameaça - O assassino chegou a ameaçar Wilson Rogério Bueratto Sales, de 34 anos, irmão da vítima, que chegava à casa e cruzou com o homem que teria acabado de atirar em seu irmão.
Wilson forneceu à polícia a descrição do suspeito e viu quando ele entrou numa Parati prata, modelo novo, dirigida por outro homem. Cleuza, a mulher de Sales, em depoimento à polícia, contou que estava com o filho de 2 anos no colo, quando ouviu uma sequência de tiros.
Abriu o vitrô da sala e viu o assassino pulando o muro e correndo na direção da esquina. Ela acredita que o homem deve ter sido baleado por seu marido.
Manchas de sangue foram encontradas pelos policiais na calçada. Wilson e Cleuza disseram também que Sales pouco falava de seu trabalho. Afirmaram que ele era motorista da mulher do dono da Hupper e estava usando o carro porque os patrões foram passar as festas de fim de ano na França.
A delegada Rosimeire Bárbara, do 97.º Distrito Policial, de Americanópolis, registrou o crime e, durante a madrugada, determinou que policiais verificassem em hospitais e prontos-socorros, da zona sul, a entrada de pessoas medicadas por ferimentos a tiros.
Em Diadema, um homem com a descrição do suspeito foi atendido no pronto-socorro. Estava baleado e alegou que fora assaltado. Wilson não o reconheceu.


