São Paulo - A polícia está interrogando dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua nos presídios de SP, suspeitos de participar do plano para matar o juiz corregedor de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias. Os dois detentos, conhecidos como Gegê do Mangue e José Luís, foram retirados hoje da Penitenciária 1 de Avaré, de segurança máxima, no interior do Estado e levados ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Gegê do Mangue confessou ter escrito o bilhete, mas diz que ficou sabendo do crime por um advogado.
Eles têm ligação com o bilhete apreendido na penitenciária e destinado ao líder máximo do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. O documento foi encontrado por agentes penitenciários antes de chegar às mãos do chefão do PCC. A polícia acredita cada vez mais que Marcola tenha sido o mandante do crime.
O motivo provável do assassinato foi a atuação do juiz corregedor na apuração de mortes de presos na penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes. Para a facção criminosa, o juiz não tomava providências contra o que ela considerava assassinatos sob tortura. A polícia investigou essas denúncias e não encontrou provas, daí porque a Justiça as arquivou. O PCC chamava o atentado contra o juiz corregedor de ''caminhada do câncer''.
José Luís é o piloto do PCC na penitenciária de Avaré piloto é uma espécie de gerente que a organização mantém em cada presídio sob seu domínio. Gegê do Mangue é quem assina o bilhete que seria entregue a Marcola. Os depoimentos dos dois são acompanhados por promotores de Justiça.
Ontem, policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recolheram no Presídio de Presidente Prudente 41 prontuários de detentos que já cumpriram pena, fugiram ou obtiveram benefícios da Justiça. Eles querem comparar as digitais com as achadas no Uno usado no crime. A polícia tem uma lista com nomes de 19 suspeitos do assassinato.
Na segunda-feira, a polícia de Mato Grosso do Sul deteve dois suspeitos em Campo Grande. Com eles foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma pistola calibre 9 milímetros. A Polícia Federal interrogou os dois, que negaram participação no crime. Suas fotos foram enviadas a Prudente, mas testemunhas não os reconheceram. A pistola passará por exame balístico, pois o juiz foi morto com uma arma calibre 9 mm.

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