São Paulo - A polícia investiga a participação de grupos organizados formados por agentes públicos e por skinheads no massacre de moradores de rua no centro da cidade. As hipóteses de uma briga entre grupos rivais de mendigos e a de uma ação feita a mando de comerciantes para ''limpar a área'' perderam força e estão quase descartadas.
Os homens do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ouviram, ontem, o depoimento de uma testemunha que acusa agentes públicos de participar dos crimes. Ela disse tê-los visto passando próximo do local em que uma vítima foi morta na quinta-feira. No domingo, eles retornaram ao centro.
Essa nova linha de investigação foi a prioridade seguida pelo DHPP ontem. A testemunha foi levada ao departamento por policiais militares. De fato, ela passou anteontem por um quartel da PM. Os agentes que ela acusa não foram identificados e a função deles está guardada em sigilo pelos policiais, pois ainda não conseguiram confirmar essas informações.
Caso essa suspeita se confirme, ela seria uma reviravolta no caso. Além dessa testemunha, outras duas foram ouvidas pelo delegado Luiz Fernando Lopes Teixeira, do DHPP.

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