A Polícia Civil da Bahia interrompeu ontem, por volta das 17h30, as negociações com o detento Manoel Marcos de Oliveira, 31 anos, que mantém 14 pessoas como reféns na área escolar do presídio de Feira de Santana (BA).
Entre os reféns estão duas professoras e uma funcionária do estabelecimento penal. Os outros 11 também são detentos. A rebelião começou na manhã de anteontem, durante uma tentativa de fuga de Manoel Oliveira.
Para libertar os reféns, o rebelado exige dois carros, fuzis, oito coletes à prova de bala e telefone celular. ‘‘Pedi dois carros para escolher o mais novo na hora da fuga’’, disse o detento ao delegado regional de Feira de Santana (108 km de Salvador), Mauro Moraes.
De acordo com o delegado Mauro Moraes, as negociações foram interrompidas porque o preso disse estar cansado e que precisava dormir. Os reféns estão trancados no almoxarifado do presídio. As negociações entre os policiais e o detento Manoel Marcos de Oliveira estão acontecendo por uma das janelas da cela, que dá acesso para o lado externo do presídio.
No início da noite de anteontem a polícia cortou o fornecimento de água e energia elétrica na área onde estão o detento e os reféns. Segundo os policiais, os reféns estão amarrados a botijões de gás. O delegado Mauro Moraes disse que a polícia vai tentar convencer o detento a se entregar e libertar os reféns. ‘‘Acho que ele não está armado somente com uma faca. Suspeitamos que ele tenha um revólver.’’
Cerca de cem policiais civis e militares estão cercando o presídio. O diretor do presídio, Antonio Almeida, disse que os policiais pretendem ‘‘vencer’’ o assaltante pelo cansaço. ‘‘Temos o tempo a nosso favor.’’ Almeida disse também que outros presos estão participando da rebelião.
‘‘Acho quase impossível um detento sozinho dominar 14 pessoas armado apenas com uma faca’’. No início da manhã de ontem o detento Oliveira pediu um remédio para controlar a pressão de um dos reféns. A sua solicitação foi atendida pelos policiais.

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