Polícia indicia três médicos por morte de analista durante lipoaspiração
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segunda-feira, 28 de junho de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 29 (AE) - Três médicos foram indiciados pela morte da analista de sistemas Denise Martins Catarino, de 31 anos, durante uma cirurgia de lipoaspiração. A polícia responsabilizou o médico Wilson Silveira Jaques, dono da clínica Dom Pedro II, de Porto Alegre, onde ocorreu o óbito, o anestesista João Carlos Brinco e o cirurgião-assistente Virgílio Neto por homicídio culposo. Considerou-se que houve imprudência dos médicos ao realizarem um procedimento sem os equipamentos necessários para uma emergência. A morte aconteceu no dia 14 de maio. A paciente recorrera à operação para retirar excesso de gordura dos quadris. Laudo de necropsia do Departamento Médico Legal (DML) indicou que o óbito foi provocado por edema pulmonar agudo.
Denise chegou à clínica às 8 horas e o procedimento começou às 10h30. Informações de seus familiares indicam que ela estava bem e lúcida até por volta das 12 horas, quando até conversava com o anestesista - a anestesia foi peridural. Depois
deixou de falar e começou a perder a pulsação. Três cardiologistas foram chamados mas não conseguiram reanimá-la. Na época, a administradora da clínica, Vera Niederaurer, afirmou que a Dom Pedro nunca tivera qualquer problema do tipo desde sua fundação, há 24 anos.


