Polícia indicia neurocirurgião por homicídio culposo
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Folhapress 
Rio- O neurocirurgião Pedro Ricardo Mendes, acusado de operar o lado errado do cérebro da dona de casa Verônica Cristina do Rego Barros, foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção) pela 22ªDP (Penha). A vítima morreu no dia 7 de março deste ano, após ser submetida a uma cirurgia para a retirada de um coágulo no lado esquerdo do cérebro, mas a operação teria sido realizada no lado errado da cabeça.
O ato de operar o lado errado e as complicações decorrentes dessa cirurgia com a lesão que a moça já apresentava corroboraram com o evento da morte dela. Esse ato negligente dele (médico) está sendo imputado como responsabilidade da morte, afirmou o delegado titular da 22ªDP (Penha), Felipe Renato Ettore.
O delegado também ressaltou que os outros médicos envolvidos no caso não serão culpados. Para Ettore, a responsabilidade pela morte da paciente é somente do neurocirurgião.
A responsabilidade penal pelo fato foi exclusivamente dele (Mendes). Ele teve acesso as tomografias e teria como definir o lado correto para operar, mas operou o lado errado e depois não verificou o erro, disse Ettore.
O delegado enviou nesta semana o relatório sobre o caso para o Ministério Público Estadual. O neurocirurgião vai responder o processo em liberdade e, se for responsabilizado pelo erro médico, poderá pegar até quatro anos de prisão, afirmou o delegado.
O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, lamentou a conclusão da polícia sobre o caso e disse que o delegado não pode afirmar se houve um erro médico. A opinião do delegado é insuficiente porque quem julga erro médico é o Conselho Regional de Medicina (Cremerj). É lamentável que isso tenha ocorrido, disse.
Darze também criticou o delegado. Ele é tão rápido para apontar o erro do médico e não aponta o responsável pela causa do traumatismo craniano da paciente. A polícia ainda apura se as lesões de Verônica ocorreram devido a um incidente após discussão com o marido.
A reportagem não conseguiu falar com o neurocirurgião acusado. O Cremerj informou que ainda não vai se manifestar.


