Curitiba - O delegado da Estelionato e Desvio de Cargas, Marcus Vinicius Michelotto, responsável pelas investigações que levaram à prisão o ex-deputado estadual e jornalista Ricardo Chab e do advogado Antônio Neiva de Macedo Filho, conclui, ontem, o inquérito, indiciando ambos pelo crime de extorsão. O vereador e presidente da Câmara Municipal de Colombo, Onéias Ribeiro de Souza, foi indiciado no mesmo inquérito, também, por extorsão, mas deve responder em liberdade.
Os três teriam envolvimento na extorsão contra o dono da Centronic, Nilso Rodrigues de Godoes, para abafar denúncias contra a empresa de segurança, que foi pivô no caso da morte do estudante Bruno Strobel Coelho, em 2007. No dia em que Chab e Macedo Filho foram presos (sexta-feira passada), Michelotto havia informado que esperava reunir provas para indiciar o vereador. Souza teria intermediado as conversas com Godoes por ser seu amigo pessoal.
Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Michelotto informou que ''as provas colhidas, os depoimentos de testemunhas e as versões contraditórias dos suspeitos foram decisivas para confirmar o indiciamento dos três''. ''Cada um alega uma coisa. Chab garante que não sabia de nada, o vereador alega ter sido contratado para dar um testemunho (na Rádio Mais, de propriedade de Chab) e o advogado disse que o dinheiro seria fruto de inserções comerciais compradas pela Centronic. As versões dos três são diferentes e se contradizem para a polícia'', explicou o delegado.
O advogado de Chab, Haroldo Nater, sustenta que o jornalista foi vítima de armação. A defesa de Macedo Filho está empenhada na liberdade do advogado. A Folha tentou contato com o vereador, mas ele não atendeu o celular.

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