Polícia indicia dez por morte de comerciante chinês
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quarta-feira, 01 de outubro de 2003
Sergio Torres<br> Agência Folha 
Rio - A Polícia Civil do Rio concluiu que o comerciante sino-brasileiro Chan Kim Chang foi torturado por sete agentes e três presos do presídio Ary Franco (zona norte). A conclusão consta do inquérito entregue ontem ao Ministério Público Estadual. Chan morreu em consequência das torturas. O presidente do inquérito, delegado Marcelo Fernandes, pediu a prisão preventiva deles.
Fernandes também indiciou o major Luiz Gustavo Matias, ex-diretor do presídio, e um quarto preso. Matias está sendo acusado de cometer os crimes de fraude processual e de omissão. Chan morreu no dia 4 de setembro no Hospital Salgado Filho (zona norte). Tinha 46 anos.
Segundo o inquérito, ele havia sido torturado no Ary Franco em 27 de agosto. No dia anterior, a Polícia Federal (PF) o prendera no Aeroporto Internacional Tom Jobim quando tentava embarcar para os EUA com US$ 31 mil. De acordo com o delegado, a tortura praticada contra o comerciante teve o significado de um castigo. Chan havia se rebelado contra os agentes porque não admitia ser fotografado. Ao se debater, teria arrebentado um cano de água na área de disciplina do Ary Franco.


