Porecatu - A Polícia Civil de Porecatu (85 km ao norte de Londrina) indiciou ontem quatro suspeitos de terem praticado crime de corrupção de menores em um churrasco no último dia 2. Na ocasião, um grupo de adolescentes com idades entre 13 e 18 anos duas delas maiores teria sido embriagado, com a possibilidade de que algumas tenham sofrido violência sexual. Foi em um rancho localizado em uma fazenda de soja da Zona Rural do município, na PR-170.
O delegado que preside as investigações, Aparecido Antonio Gregório, afirmou que mais uma menina de 13 anos foi submetida, ontem, a exame de conjunção carnal e ato libidinoso no Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. Semana passada, outras duas, da mesma idade, haviam passado pelo exame. Segundo Gregório, os laudos que seriam recolhidos ontem serão recolhidos hoje de manhã em função de uma ocorrência que ele precisou atender também ontem na vizinha Florestópolis.
Contudo, só pelos depoimentos das vítimas ouvidas até agora, segundo Gregório, já foi possível indiciar quatro homens: dois comerciantes, um funcionário de uma empresa ligada ao governo do Estado e um ligado a uma companhia telefônica. Outros quatro que teriam estado lá até tarde da noite ou que alegam ter deixado a propriedade logo que as meninas chegaram, levadas por um comerciante, também podem ser indiciados. ''Para ver se apurar se não houve ação ou omissão da parte deles'', justificou o delegado, conforme o qual se incluem nesse grupo mais um comerciante, além de um vereador de Porecatu, um oficial de Justiça e um policial civil.
Pelo artigo 218 do Código Penal, o simples oferecimento de bebida alcoólica a adolescentes com menos de 18 anos já configura a corrupção de menores. De acordo com o delegado, em todos os depoimentos prestados até ontem as vítimas admitem ter recebido cerveja ou uma mistura de refrigerante com aguardente. As duas maiores ainda não depuseram. ''Mesmo assim, até dia 3 devemos encaminhar o inquérito ao Ministério Público'', declarou. As investigações correm sob segredo de Justiça.

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