A Polícia Federal incinerou ontem mais de 2,2 toneladas de drogas apreendidas em todo o Paraná nos últimos meses, num valor comercial aproximado de R$ 1,8 milhão. O lote estava guardado em depósitos e as drogas foram usadas como provas em inquéritos policiais e processos judiciais. Apenas quando o processo é encerrado, é que a Justiça emite uma declaração com autorização para destruição seguindo normas da Lei Federal 6.368/76.
As drogas mais comuns registradas e apreendidas no Estado são: maconha (89,2%), cocaína (10,6%), haxixe (0,2%) e crack. ‘‘O que mais nos preocupa é o tráfico de cocaína. Os traficantes estão muito organizados. Eles trabalham com aeronaves e excelentes armamentos. Agem sempre no tráfico internacional de droga e nossa estrutura muitas vezes não acompanha’’, relatou o delegado Maurício Valeixo, chefe da Delegacia de Prevenção e Repressão de Entorpecentes da Polícia Federal.
As incinerações ocorreram simultaneamente nas regionais de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Guaíra. Na Capital, a incineração foi feita dentro da empresa Cal Rio Grande, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. Foram incinerados 37,2 kg de maconha, 146,4 kg de cocaína e 1 kg de crack.
Foram incinerados em Londrina 473 kg de maconha e 240 g de haxixe. Em Foz do Iguaçu, foram duas toneladas de maconha, 26,5 kg de cocaína e 2,2 kg de haxixe. Em Guaíra, 1,1 tonelada de maconha, 64 kg de cocaína e 504 g de haxixe. Em Maringá, 334 kg de maconha e 637 g de cocaína. As principais rotas de tráfico identificadas pela Polícia Federal e que renderam as apreensões foram registradas em Foz do Iguaçu e Guaíra. A maconha viria por Foz do Iguaçu através do Paraguai e do Mato Grosso do Sul. A cocaína chegaria a Guaíra pelo Mato Grosso do Sul, Rondônia e Bolívia. (Luciana Pombo)

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