Polícia impede manifestação do Hamas pró-dissidente
Nablus, Cisjordânia, 03 (AE-AP) - Centenas de policiais palestinos impediram que mais de 1.000 militantes do Hamas se reunissem hoje para protestar contra o ataque a um legislador que assinou um manifesto que culpa Yasser Arafat por corrupção em seu governo.
A polícia fechou a área da mesquita do centro de Nablus, na Cisjordânia, logo depois das preces de sexta-feira. Segundo o chefe da polícia local, Firas al-Emleh, o protesto era ilegal. Ele acusou o Hamas de usar o incidente do ataque para adquirir dividendos políticos.
O legislador Moawya al-Masri foi ferido com um tiro na quarta-feira por três homens mascarados enquanto retornava para sua casa de uma sessão parlamentar. Segundo ele, o ataque foi um tipo de castigo por sua adesão ao manifesto anti-corrupção, mas não ofereceu nenhuma prova para justificar sua acusação.
O manifesto, publicado no domingo e assinado por 20 legisladores dissidentes, pela primeira vez relaciona Arafat a acusações de corrupção, desperdício e fraude na Autoridade Paulista.





