Polícia identifica adolescente como 3º suspeito de massacre em Suzano
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quinta-feira, 14 de março de 2019
Rogério Pagnan <br> Folhapress 
São Paulo - Um adolescente de 17 anos participou da elaboração do massacre na escola de Suzano, na Grande São Paulo, ocorrido na manhã de quarta-feira (13), segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes. O delegado afirmou, em entrevista coletiva, na tarde desta quinta (14), que a polícia à Justiça pediu a apreensão do adolescente.
Fontes não deu detalhes da participação do adolescente. Apenas disse que ele ajudou na elaboração do crime. O jovem seria colega de classe de Guilherme Taucci Monteiro, 17, um dos autores do ataque. O outro é Luiz Henrique de Castro, 25.
Os dois mataram cinco alunos, duas funcionárias e um empresário na escola estadual Professor Raul Brasil. Outras 11 pessoas ficaram feridas. Após os crimes, Monteiro matou Castro e cometeu suicídio. Ainda de acordo com Fontes, os assassinos se inspiraram no massacre de Columbine, ocorrido em 1999, nos Estados Unidos.
A dupla usou um revólver, carregadores, uma arma medieval e uma machadinha.
Antes do ataque na escola, mataram o tio do adolescente. Morreram os estudantes Kaio Lucas da Costa Limeira, Cleiton Antonio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquiades Silva de Oliveira e Douglas Murilo Celestino e as funcionárias Marilena Ferreira Umezu e Eliana de Oliveira Xavier.
O crime ocorreu em meio ao debate sobre posse de armas e chama a atenção por ter sido cometido em dupla e longamente planejado. O presidente Jair Bolsonaro lamentou o atentado seis horas após ocorrido.
Segundo um policial que acompanha o caso, o ataque há cerca de um ano e meio.
A Polícia Militar chegou à escola Professor Raul Brasil em Suzano, quando os dois atiradores ainda faziam os disparos e estudantes deixavam o prédio desesperados. Segundo o comandante-geral da PM, Marcelo Vieira Salles, ao que tudo indica, "quando eles [atiradores] viram a Força Tática, entraram para dentro um corredor e um atirou na cabeça do outro. Depois, esse se suicidou." Os atiradores são os ex-alunos da instituição.
VELÓRIOS
Nesta quinta, as famílias de funcionárias e alunos mortos no massacre da escola velaram as vítimas na Arena Suzano, no Parque Max Feffer. O velório coletivo começou às 7h entre abraços, choros, sussurros e crianças pequenas que acompanhavam os pais, no ginásio poliesportivo que fica a menos de um quilômetro do palco dos ataques.
Milhares foram ao local prestar homenagens, formando uma grande fila do lado de fora. Alguns familiares chegaram a passar mal, sendo atendidos em ambulâncias. O ministro da Educação, Ricardo Vélez, o secretário estadual da Educação Rossieli Soares e o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, passaram pelo velório.
O movimento de pessoas que não são das famílias foi grande na Arena circundada por dezenas de coroas de flores. Elas ficaram isoladas por uma grade que as separava dos familiares - os únicos próximos aos corpos. Foram velados os estudantes Cleiton Antonio Ribeiro, 17; Caio Oliveira, 15; Samuel Melquiades Silva de Oliveira, 16; e Kaio Lucas da Costa Limeira, 15.
O governador João Doria (PSDB) anunciou que pagará indenização de cerca de R$ 100 mil para cada uma das famílias das sete vítimas do ataque na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Como os cinco alunos e as duas funcionárias estavam em uma escola estadual, suas famílias serão indenizadas pelo governo do Estado em até 30 dias. No entanto, caso optem por receber os R$ 100 mil, as famílias terão que assinar um documento se comprometendo a não acionar judicialmente o governo do Estado. Segundo Doria, essa possibilidade não pesou em sua decisão de indenizar.
"Os valores estão sendo definidos pela Procuradoria, mas para que vocês não fiquem sem resposta: será em torno de R$ 100 mil por vítima, com pagamento em até 30 dias pelo governo de São Paulo. Essa foi a nossa discussão, essa foi a nossa determinação", disse Doria.


