Polícia gaúcha rejeita proposta e pára hoje
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segunda-feira, 21 de julho de 1997
Agência Estado Porto Alegre 
Os policiais civis e militares do Rio Grande do Sul poderão parar à meia-noite de hoje. A polícia civil já antecipou que optará pela greve diante da proposta de reajuste salarial do governo Antonio Britto (PMDB) enviada à Assembléia Legislativa. Aos PMs, ela prevê abono de R$ 80 para as faixas de remuneração menor, mais R$ 20 em maio de 1998. Os policiais civis receberiam R$ 30, acrescidos, em 98, de R$ 7,50. As lideranças das duas polícias consideraram a proposta ridícula, provocativa e um deboche.
O presidente da União Gaúcha dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm-sindicato), Jorge de Quadros, anunciou que começaria imediatamente a organizar a greve. Na semana passada, brigadianos e policiais civis deram uma trégua ao governador Antonio Britto (PMDB) que se esgotará na zero hora desta quarta-feira.
Soldados, cabos, sargentos, subtenentes e tenentes da Brigada Militar/RS reivindicam 222% de adicional de risco de vida sobre o soldo básico. É a mesma reivindicação de escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil. Nas duas estruturas, somente quem está situado no topo da carreira tem direito aos 222%.


