Polícia garante ter controle sobre situação
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Agência Estado 
São Paulo- O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, coronel Eduardo José Félix, afirmou que a volta da adolescente Nayara ontem, ao apartamento onde foi mantida refém, em Santo André, faz parte da estratégia de negociação. O oficial afirmou que foi Lindembergue Fernandes Alves, de 22 anos, quem pediu o retorno dela ao local.
O rapaz ainda teria exigido a presença do irmão mais novo de Eloá, a ex-namorada que mantém em cárcere privado desde as 13h30 de segunda-feira. Entretanto, ele não entrou no apartamento. A polícia permitiu a entrada de Nayara com a condição de que Alves se rendesse e libertasse as meninas, o que não havia acontecido até as 20h30 de ontem. ''Temos controle de tudo o que acontece lá dentro'', garantiu. O coronel descartou riscos para as adolescentes. ''Ele (Alves) disse que não vai se matar e nem matar as meninas.'' Especialistas condenaram a ação.
Lindembergue Fernandes Alves mantém a ex-namorada Eloá, de 15 anos, em cárcere privado em um conjunto habitacional em Santo André, no ABC. Segundo a Polícia Militar, Alves prometeu que não mataria ninguém e que Nayara não é considerada refém. ''Ela pode entrar e sair quando quiser'', explicou. A garota chegou ao prédio às 8h50, quando Eloá apareceu na janela do apartamento onde mora. Minutos depois, Nayara, que também falava ao telefone, entrou no edifício acompanhada do irmão mais novo da amiga e de um negociador do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). O irmão de Eloá ficou parado na escada entre o primeiro e o segundo andar e Nayara entrou na casa da amiga. A expectativa era de que ele se entregasse em seguida.
Os negociadores do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) o tempo todo falavam ao celular. Mas, uma hora depois, Alves não deu nenhum sinal de que o sequestro havia chegado ao fim e o irmão da adolescente deixou o local.
Aldo, pai de Eloá, que acompanhava tudo pela televisão teve uma crise de hipertensão, foi sedado e transferido para o Centro Hospitalar Municipal. ''Ele está muito abalado e não aguentou. Eles (pai e mãe de Eloá) estão há três dias sem se alimentar'', disse Evandir Francisco do Santos, amigo da família. A última movimentação no apartamento veio quando Alves prendeu uma camiseta do São Paulo na janela.


