A Polícia Florestal realizou no último sábado, em Guaratuba, Litoral do Paraná, a maior apreensão de palmito dos últimos tempos no Estado. Foram encontrados 1.485 vidros de palmito industrializados, 2.145 vidros vazios para conserva, 4,7 mil tampas novas e usadas, 5 mil selos com carimbo do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 600 lacres falsificados de plástico para tampas e 300 selos falsificados de lacre. Além disso foram apreendidos 800 rótulos para caixas de armazenagem de vidros, 12 mil rótulos das empresas Porto Fino e Guara-Açu, que funcionam clandestinamente, 120 quilos de sal, 20 quilos de ácido cítrico, usado para clarear o palmito, e panelas utilizadas para a fabricação do produto.
O proprietário da empresa Guara-Açu, Ubaldo Soter Corrêa, foi autuado criminalmente e deverá prestar esclarecimentos ao Juizado Especial de Guaratuba. Ele ainda recebeu uma multa de R$ 44.549,59. Além de Corrêa, a polícia notificou dois supermercados e três restaurantes de Guaratuba que estavam comercializando o produto produzido ilegalmente. Eles terão que apresentar as notas fiscais de compra, caso contrário também serão autuados pela Receita Estadual. A Secretaria Estadual da Saúde também deverá trabalhar no caso.
Os produtos foram apreendidos na fábrica de Corrêa, que funcionava na Rua Vieira dos Santos, 2015. Segundo o cabo Valmor Santana Filho, Corrêa levava vidros e ácido cítrico para os palmiteiros, que trabalham na mata e ficavam responsáveis pelo corte e a conserva do palmito. Depois o produto era levado até a cidade, onde os vidros eram lacrados e rotulados. ''Além do corte clandestino do palmito, o produto era feito sem as mínimas condições de higiene'', disse o policial.

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