Foz do Iguaçu - A Polícia Federal investiga quem está incentivando a vinda de bolivianos para trabalhar irregularmente no Brasil. A entrada em território nacional acontece na fronteira de Foz do Iguaçu com Ciudad del Este, no Paraguai, via Ponte da Amizade. A maioria dos estrangeiros busca emprego em São Paulo e nos municípios do Oeste do Paraná, em especial Foz e Cascavel.
Somente no último final de semana, um grupo de 70 estrangeiros foi barrado quando tentava cruzar a fronteira e outros 30 flagrados clandestinamente na rodoviária cidade. Desde dezembro, 128 homens e mulheres da Bolívia, na faixa etária de 18 a 30 anos, foram deportados; alguns deles detidos quando já estavam BR-277. Todos foram levados de volta ao Paraguai.
A principal pista da polícia está no depoimento de um boliviano preso no começo de mês. Ele contou ter colocado um anúncio numa rádio de La Paz, oferecendo emprego em fábricas de confecção de São Paulo. As indústrias pertenceriam a coreanos e árabes. O detido foi liberado após pagar fiança. A PF acredita que existem outras pessoas ligadas ao esquema, inclusive brasileiros.
Grande parte dos clandestinos estava sem passaporte e com pouco dinheiro. Segundo o agenciador detido pela PF, os estrangeiros recebem empréstimo de US$ 100,00 para custear a viagem. O acordo prevê devolução do dinheiro com o futuro trabalho, geralmente em condições subhumanas.

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