A Polícia Federal em Guaíra (158 km ao norte de Cascavel) afirmou ontem desconhecer a denúncia da advogada Dionéia Fróes Dresch. O delegado-chefe Ademir Gonçalves disse que nas operações rotineiras de combate ao tráfico, contrabando, controle de estrangeiros, a PF realiza a apreensão de armamento e munição, mas leves, como revólveres, pistolas e munição de pequeno calibre. ‘‘As grandes apreensões são realizadas na região de Foz do Iguaçu, onde a apreensão de munição tem sido constante. Desconheço que pessoas da região Noroeste estejam contrabandeando minas terrestres do Paraguai’’, ressaltou.
O reservatório da hidrelétrica de Itaipu e o rio Paraná estão na fronteira com o Paraguai. Com as margens desmatadas, o delegado considera fácil a travessia de barco para o Paraguai. Mas diz desconhecer que minas terrestres estejam sendo vendidas na fronteira. ‘‘Até o momento não houve nenhuma apreensão deste tipo. Uma denúncia deste porte nos preocupa’’, ressaltou.
A fronteira do Paraná com o Paraguai tem cerca de 500 quilômetros de extensão. A delegacia da Polícia Federal em Guaíra atende cerca de 320 quilômetros até a região de Nova Londrina, na divisa com o Mato Grosso do Sul, parte dos 180 quilômetros até Foz do Iguaçu e mais de 50 municípios da região. ‘‘Não temos efetivo suficiente para trabalhar somente neste tipo de contrabando’, ressaltou.
Em Curitiba, o relações-públicas e chefe da seção de comunicação social da 5ª Região Militar do Exército, tenente-coronel Almir Teodoro dos Santos, informou que ainda não havia tomado conhecimento desta denúncia. ‘‘Se ela foi formalizada, deve ter sido enviada para o serviço de inteligência do Exército’’, ressaltou. Ele disse que no Brasil não se fabricam mais minas terrestres. (A.S.)

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