Brasília, 16 (AE)- Acabou há pouco a reunião entre o ministro da Justiça, Renan Calheiros, e os membros da CPI dos Bancos, marcada para definir o trabalho conjunto entre a Polícia Federal e a CPI. Segundo Calheiros, houve quatro decisões: a indicação do coordenador central da Polícia Federal Itanor Neves Carneiro para a função de interlocutor entre a PF e a CPI; a polícia federal dará garantias de vida e providenciará segurança ao presidente do Banco Marka, Salvatore Cacciola, que está na Itália; a PF e a CPI farão todos os esforços possíveis para obter a repatriação de recursos eventualmente remetidos para o Exterior por Cacciola; serão solicitados à Procuradoria Geral da República os documentos apreendidos ontem nas sedes do Rio de Janeiro dos bancos Marka e FonteCindam.
Depoimento - Calheiros disse que espera o comparecimento de Salvatore Cacciola às 10h, na segunda-feira, à Polícia Federal, para prestar depoimento. "O não comparecimento significará uma recusa em colaborar com a investigação", disse o ministro. Segundo o ministro, se for comprovado que houve promiscuidade entre Cacciola e algum funcionário do BC, "alguém vai ter de trocar de banco e sentar-se nos bancos dos réus". Calheiros disse que não foi adotada nenhuma medida para eventual prisão preventina e que essa iniciativa cabe ao Judiciário.

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