Polícia fecha rua e evita invasão
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - Um bloqueio da Polícia Militar impediu ontem a ocupação do prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo. Um grupo de cerca de 200 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pretendia ocupar a sede da entidade para protestar contra o atraso nos processos de desapropriação de fazendas nos municípios de Martinópolis, a 530 quilômetros a oeste do Estado, e Guarantã, 423 quilômetros a noroeste.
Quando os sem-terra chegaram ao bairro Higienópolis, região central paulistana, onde se localiza o Incra, encontraram a rua fechada pelos PMs. A informação sobre o deslocamento deve ter sido passada pela Polícia Rodoviária, disse uma fonte do Incra. Sem poder chegar ao prédio, os sem-terra enviaram uma comissão para negociar com o superintendente, Jonas Villas Boas.
Duas das três áreas estão em processo de análise na Procuradoria Geral do Incra em Brasília. A Fazenda Rodeio, de Martinópolis, de Herclito Macedo, que obteve liminar contra a desapropriação alegando que a terra é produtiva, pode ser negociada. O proprietário quer negociar a área, explicou Luiz Carlos Capozzoli, procurador do Incra em São Paulo.
As duas outras fazendas são a Santo Antônio, em Guarantã, também com liminar concedida, e uma área em Martinópolis, que está sendo negociada por meio do decreto 433, que autoriza o Incra a comprar terras para assentamento.
Morte - O delegado Hilton Monteiro Dias, de Marabá (a 654 quilômetros de Belém), informou ontem que o empregado José Edilson, da fazenda Volta do Rio, invadida no domingo por um grupo armado, foi executado com três tiros durante uma emboscada. O primeiro, de revólver calibre, 38 foi na cabeça, enquanto os demais, de espingarda do tipo cartucheira, atingiram tórax e abdômen. Um desses tiros foi desferido com a arma encostada no corpo da vítima, completou Dias.


