Polícia fecha ‘cassino’ no centro de Foz
Foram encontradas no local 36 máquinas eletrônicas; donos do estabelecimento podem ser enquadrados por estelionato e contrabando
Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Ney de SouzaJogo de azarPoliciais carregam máquinas apreendidas na casa de jogos clandestina em operação realizada anteontemA Polícia Civil fechou anteontem à tarde a São Cipriano Jogos Recreativos, um ‘‘cassino’’ eletrônico clandestino que funcionava na Avenida Brasil, a principal via comercial do centro de Foz do Iguaçu. Foram encontradas no local 36 máquinas eletrônicas de jogos, sete das quais foram apreendidas para perícia.
O fechamento ocorreu no mesmo dia em que a Folha publicou reportagem mostrando o funcionamento da casa, que descumpria um decreto do presidente FHC.
Das 36 máquinas que estavam na casa, 21 eram de caça-níquel, 12 de videopôquer, uma de corrida de cavalos e duas roletas. Em um dos quartos de um hotel ao lado do ‘‘cassino’’, a polícia encontrou armazenadas outras 42 máquinas, que supostamente pertenceriam à casa.
A São Cipriano funcionava no local havia cerca de três meses e tinha alvará da Polícia Civil para trabalhar com ‘‘42 máquinas de diversão eletrônica’’. Segundo o delegado Herculano Augusto de Abreu, esse alvará permitia apenas a instalação de fliperamas.
Os fliperamas não são considerados jogos de azar, já que não oferecem prêmio em dinheiro ao vencedor. Ofertar jogos de azar é considerado contravenção penal. A pena vai de três meses a um ano de prisão, além de multa e apreensão do material.
Os responsáveis pelo estabelecimento também poderão ser enquadrados por sonegação fiscal, estelionato (caso fique provado que as máquinas eram ‘‘viciadas’’), contrabando (se as máquinas entraram no País sem pagar impostos) e formação de quadrilha. Os nomes dos responsáveis pela casa não foram divulgados pela Polícia Civil.
A operação, realizada às 14 horas, foi comandada pelo delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial (SDP), Ricardo Kepes Noronha e envolveu outros dois delegados e seis policiais.
A partir de hoje, o delegado Abreu começa a ouvir os donos e funcionários. Nesta semana, peritos iniciarão o trabalho técnico nas máquinas. O prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias.
A danceteria Evidence, no bairro São Francisco, foi fechada na madrugada de ontem, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar. O estabelecimento não possuía autorizações de funcionamento da prefeitura, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros. Os donos da danceteria foram presos em flagrante, sob a acusação de permitir a frequência de menores de idade no local.

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