Polícia faz 'varredura' em presídios do Rio para apreender celulares
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segunda-feira, 12 de abril de 1999
Por Andreia Maia 
Rio, 13 (AE) - O Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) iniciou uma operação rigorosa de "varredura" nos presídios do Estado do Rio para apreender telefones celulares e pagers, além de armas e drogas. Nos últimos dois dias, os agentes penitenciários apreenderam dez aparelhos celulares e um pager no presídio de segurança máxima Bangu 3, na zona oeste. Dois aparelhos estavam nas celas dos criminosos Altair Domingos Ramos, o "Naí", e de Fábio José Soares, o "Fabinho", ambos considerados bandidos de alta peliculosidade pela polícia.
O diretor do Desipe, major Luiz Antônio Jardim, abriu sindicância para apurar como os aparelhos chegaram ao presído Bangu 3. Ele informou que o uso de celular por presos constitui-se em irregularidade administrativa. Assim, nenhum detento será processado pelo uso indevido do aparelho.
A vistoria deve-se à descoberta, pela polícia, de que o sequestro do médico Edgar Batista de Oliveira, de 42 anos, dono do hospital Renaud Lamberd, ocorrido no início deste ano, foi planejado pelo criminoso Roberto Moreira Pachaco, o "Sussuquinha", através de seu telefone celular. Ele cumpre pena no presídio Bangu I por sequestro, tráfico de drogas e contrabando de armas.
Os agentes encontraram o telefone que pertencia a "Sussuquinha" na parede de sua cela, na galeria C, no dia seguinte à libertação do empresário. O aparelho estava embrulhado num preservativo e escondido dentro do conduíte. De acordo com a polícia, o criminoso usou o telefone para orientar a quadrilha e pedir pagamento de resgate à família do médico.
Já os dez telefones descobertos pelos guardas penitenciários em Bangu 3, entre eles os utilizados pelos criminosos "Naí" e "Fabinho", estavam escondidos dentro de vasos sanitários. De acordo com a direção do Desipe, os dois cumprem pena por sequestro, tráfico de drogas e armas, além de homícidios. "Naí "está preso desde 1990 e "Fabinho" há cerca de três anos. Eles chefiavam o tráfico de drogas e de armas nos Morros da Mineira e do Zinco, ambos no Rio Comprido, no centro.


