São Paulo, 14 (AE) - A Polícia Civil realizou hoje a reconstituição do assassinato do menino Pablo Ressude, de 9 anos
morto em 21 de novembro pelo investigador Antônio Marcelo Jordão Pacheco. O fato novo foi a descoberta de um buraco de bala a meia altura do muro de 1,5 metro situado diante da casa do policial. Ele tanto pode ter sido causado pela bala que atingiu o menino como por um segundo disparo - Pacheco, na época do crime, garantiu ter dado um único tiro.
Pablo morreu quando brincava com pedras com o amigo Danilo, de 10 anos. Uma delas acertou o portão de aço lateral da casa do investigador, que abriu fogo com uma pistola 380 pela vidraça dos fundos, atingindo o menino na cabeça.
Chefiada pelo delegado-corregedor Dênis Castro, a reconstituição foi a última etapa do inquérito policial. O caso deve ser encaminhado à promotoria ainda este ano.
"Fatalidade" - A advogada do acusado, Solange Korbage, admitiu que o policial pode ter disparado mais de um tiro. Segundo ela, família estava muito ansiosa por ter sido assaltada três vezes este ano. "Ele ouviu a mulher gritar corre que é tiro e tentou se defender", afirmou. "Foi uma fatalidade."

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