Polícia faz busca em apartamento de Netanyahu
Jerusalém, 20 (AE-AP) - A polícia anunciou hoje que o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é suspeito de ter levado quadros e outros objetos de valor quando deixou o governo. Seu apartamento, escritório e depósito foram revistados.
Uma declaração da polícia disse que os policiais apreenderam dezenas de objetos de valor e utensílios de ouro e prata. Segundo a legislação israelense, os presentes recebidos por primeiro-ministros são propriedade do Estado.
A polícia afirmou que os fiscais trabalhavam conjuntamente numa investigação sobre os favores ilegais que Netanyahu teria recebido de um empreiteiro durante sua permanência no governo.
Perguntado por um repórter sobre o que tinha a dizer sobre as apreensões, Netanyahu respondeu furioso: "O que você diria?". O ex-primeiro-ministro acredita que a investigação tenha motivações políticas.
A mulher de Netanyahu, Sara, estava no apartamento durante a busca e o ex-primeiro-ministro chegou enquanto a polícia ainda estava lá, horas mais tarde. Ambos já foram ouvidos pela polícia a respeito das acusações.
Três investigadores entraram no apartamento durante a busca,enquanto 20 policiais ficaram do lado de fora.
Os Netanyahus foram interrogados sobre uma cobrança de 100.000 dólares apresentada pelo empreiteiro, Avner Amedi, referente ao trabalho prestado por ele enquanto Netanyahu era primeiro-ministro.
A maior parte dos serviços prestados foi na casa particular de Netanyahu. O jornal israelense Yediot Ahronot, informou que Amedi polia os pisos da casa semanalmente, embora Netanyahu morasse na residência oficial de primeiro-ministro naquele momento.
Amedi apresentou contas referentes à remoção de mobília do apartamento. Vizinhos disseram ao jornal que a rua em frente ao prédio foi fechada durante uma noite para a retirada de uma antiga cama de casal através da janela do apartamento de Netanyahu.
A polícia deteve Amedi no mês passado e o interrogou longamente. Suspeita-se que o trabalho de Amedi para Netanyahu foi em forma de suborno, já que ele não foi pago. Amedi apresentou a conta de US$110.000 ao escritório do primeiro-ministro depois das eleições de maio.
Vários outros funcionários do escritório de Netanyahu foram interrogados, mas nenhuma acusação formal foi feita. A polícia já tinha alertado Netanyahu e a mulher que poderiam ser acusados criminalmente no caso do empreiteiro.
A declaração de hoje foi a primeira indicando a suspeita da polícia de que o casal tenha levado presentes para casa.





