Polícia faz blitz para investigar briga de galo
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de janeiro de 2001
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
A Polícia Civil de Londrina está investigando denúncia anônima de que cerca de 100 pessoas estavam reunidas na tarde de ontem, em uma chácara no Jardim Acapulco (zona sul), para assistir a um torneio de briga de galo. No final da tarde, policiais civis e militares estiveram no local onde existiria a rinha, mas não foi caracterizado o flagrante. Ninguém foi preso.
Os cerca de 30 galos que estavam no local não apresentavam ferimentos, segundo relatou o delegado. As pessoas que estavam em torno de uma arena, um pouco menor do que as usadas em leilões de gado, disseram estar participando de uma exposição de criadores, que seria encerrada com uma premiação. Na casa, havia um buffet para servir os expectadores, que se deslocaram de vários estados brasileiros.
Cinco pessoas, indicadas pelo grupo como organizadores do evento, foram ouvidas pelo delegado Márcio Vinicius Ferreira Amaro. Até a noite de ontem sabia-se apenas que o dono da chácara havia arrendado o imóvel e vivia no exterior. Não foi revelado o nome do arrendatário nem dos supostos organizadores (quatro de Londrina e um do interior paulista).
Hoje, um veterinário indicado pelo polícia examinará os galos, que chegam a pesar quatro quilos e a valer R$ 30 mil (os mais valiosos são os reprodutores asiáticos, segundo um dos criadores). Sem ferimentos nos animais é muito difícil comprovar o crime. A lei de crimes ambientais é clara. Só a ilícito com a comprovação dos maus tratos, afirmou o delegado.
Ivo Antonio Ananias, um contador de 41 anos que mora em Ribeirão do Sul (SP), viaja o Brasil para praticar o hobby (cujo os adeptos são chamados de galistas). Cria três exemplares em sua fazenda, da raça tailândes e índio brasileiro, que valem juntos o valor de um carro popular zero quilômetro: R$ 15 mil. Ele disse os galistas são pessoas trabalhadoras, com bom poder aquisitivo e que gostam de apreciar a beleza dos exemplares. Somente em um evento em Salvador os organizadores tiveram problema semelhante. Não estávamos fazendo nada de errado. Só estávamos nos divertindo, defendeu-se.


