Polícia faz apreensão de esmeraldas
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terça-feira, 03 de outubro de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A Divisão de Narcóticos (Dinarc) apreendeu ontem em Curitiba 1,1 quilo de esmeraldas, 2,1 quilos de crack puro e uma pistola calibre ponto 40, de uso exclusivo da polícia com um homem identificado como Romão Rypshinski Júnior, 36 anos. A polícia encontrou na casa do acusado, que diz ser detetive particular, uniforme de empresa de segurança de transporte de valores, aparelhos celulares e balança de precisão de solvente. Não há confirmação se as esmeraldas, extraídas na Bahia, são verdadeiras.
A Dinarc chegou até Rypshinski Júnior por meio de denúncia anônima. Ele foi supreendido pelos policiais no seu carro, na divisa entre Curitiba e São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba). Lá estavam o crack, que vale cerca de R$ 100 mil e seria transformado em 1,2 mil pedras, e a pistola.
As pedras preciosas foram encontradas na casa dos pais do acusado, em Colombo (região metropolitana de Curitiba). Elas estavam numa maleta junto com um laudo oficial de um perito de São Paulo atestando o valor de R$ 150 mil. A polícia chamou um perito paranaense que preferiu não dar valores.
No Paraná não há registro de roubo de esmeraldas nas delegacias especializadas nos últimos seis anos. ''Abriu-se um leque de investigações porque encontramos várias provas distintas. Rypshinski Júnior pode estar envolvido, além do tráfico de drogas, com grandes assaltos em Curitiba e região'', afirmou o delegado da Dinarc, Rogério Martin de Castro.
As pedras estavam lacradas em um pacote quando foram encontradas. Ryphsinski Júnior afirmou que recebeu as pedras de um tio em troca de um carro. A polícia está esperando o homem se apresentar. Caso contrário vai pedir a prisão preventiva.
A polícia apurou que a arma de uso exclusivo da polícia foi roubada na fuga de presos do 9º Distrito Policial de Curitiba em setembro. O acusado não quis falar sobre a arma. Já por causa do uniforme encontrado, a políica trabalha com a hipótese de que Rypshinski Júnior estivesse planejando algum assalto. Ele disse que a roupa é do seu pai, que seria motorista da empresa. A polícia ainda vai apurar a veracidade desta informação.


