Polícia fará novas diligências para confirmar denúncias
Polícia fará novas
diligências para
confirmar denúncias
Depois de tomarem conhecimento das declarações contra o sem-terra Renato Reinher, acusado de ter disparado o tiro que matou Django, o delegado Jurandir Gonçalves André e o promotor do 1ª Vara Criminal, Janderson Iassaka, convocaram Eroni Ribeiro para prestar depoimento na polícia. Ela foi ouvida ontem à tarde no 3º Distrito Policial e confirmou a denúncia.
Segundo Iassaka, a polícia irá fazer novas diligências para saber se as declarações de Eroni são procedentes. Em caso positivo, o Ministério Público poderá fazer um aditamento de denúncia, acrescentando o nome de Reinher no processo. O nome dele não estava entre os 12 denunciados pelo Ministério Público por participação no crime.
O promotor lembrou ainda que o próprio João Vasselik, o Bugrão, era suspeito de estar envolvido na morte de Django, mas ele acabou não sendo identificado nas fitas de vídeo que gravaram a ação dos sem-terra no dia do crime.
O delegado Luiz Carlos de Azevedo, de Bela Vista do Paraíso, responsável pelo inquérito que investiga a morte de Bugrão, negou ontem que a polícia não esteja empenhada em solucionar o crime. Já ouvimos aproximadamente 25 pessoas, todos moradores da Fazenda Ingá. Por isso, o que ela (Eroni Ribeiro) fala não é verdade.
O delegado conta que pediu à Justiça prorrogação do inquérito para conclusão das investigações. Segundo ele, faltam ouvir pelo menos dois suspeitos do crime: José Damasceno, líder do MST na região, e Renato Reinher. Outros três suspeitos - Orlando, Darci e Alcebíades - já foram ouvidos.
Azevedo disse acreditar que o crime ocorreu porque os sem-terra queriam remover Bugrão do lugar onde estava assentado, junto à casa da sede. Ele não queria sair dali porque já tinha feito benfeitorias na área. Houve ameaça e os fatos levam a esses suspeitos. Temos convicção que foi um problema entre eles.
Segundo o delegado, Bugrão era desafeto de praticamente todas as famílias do assentamento e que ele sempre andava armado. Ele era violento, e já foi flagrado com porte ilegal de arma, diz. Os dois filhos do sem-terra também têm problemas com a polícia: um é acusado de tentativa de homicídio e outro foi autuado também por porte ilegal de armas. (L.H.)





