Rio, 09 (AE) - A polícia espera receber ainda esta semana da França um detalhado relatório sobre o casal Yves Halin e Martine Halin - assassinada há dois meses, logo após o desembarque no Aeroporto Internacional do Rio. Yves Halin é o principal suspeito do crime, mas, oficialmente, a polícia não sabe se ele tinha motivos para matar a mulher.
"Queremos saber se ele recebeu algum seguro, quem eram os amigos dos dois, se o casal discutia, sua vida pregressa, enfim, esse tipo de coisa", explicou o chefe da Polícia Civil, Rafik Louzada. A polícia sabe, no entanto, que ele teve oportunidade e meios para cometer o crime. Foram rastreadas cerca de 40 ligações telefônicas feitas por Yves Halin para o Rio antes e depois do crime. A suspeita é de que ele tenha contratado um matador de aluguel na cidade para assasinar a mulher.
Com o objetivo de receber as informações que faltam para as investigações, foi enviada às autoridades francesas uma carta rogatória - expediente jurídico usado para pedir a outros países o cumprimento de atos judiciais. Uma outra carta semelhante deverá ser enviada à França esta semana pedindo a reinquirição de Yves Halin, face a novos indícios apurados pela polícia.
Ele poderá vir ao País e ser ouvido por policiais que estão investigando o crime ou, o mais provável, ser inquirido por agentes da Polícia Internacional (Interpol) na França. No entanto, se o juiz brasileiro responsável pelo caso achar que há indícios suficientes para que ele seja julgado pelo crime, Yves Halin terá de vir ao Brasil ou será julgado à revelia. Se for condenado, o francês poderá cumprir pena no próprio país dele, no caso de as sentenças para o crime serem semelhantes. Caso contrário, será extraditado.