Guarulhos, SP, 13 (AE) - A polícia espera que o depoimento da mulher do vereador Toninho Magalhães (PMDB), de Guarulhos, na Grande São Paulo, Sueli Magalhães, possa esclarecer o que aconteceu na manhã do sábado (10).
Toninho Magalhães foi encontrado com um tiro na cabeça dentro do Toyota Corolla de propriedade dele. Ao lado, havia um revólver calibre 38. A polícia investiga as hipóteses de atentado e tentativa de suicídio.
Sueli começou a ser ouvida pelo delegado Willian Grande, do 1º Distrito Policial (DP) da cidade, que apura o caso, às 15 horas. Até as 18h30, o depoimento não havia acabado. Além de ouvir as explicações de parentes e amigos, a polícia espera que o laudo sobre a presença de partículas de cobre e chumbo nas mãos de Toninho Magalhães possa esclarecer o caso. A presença desses metais indicaria que o vereador usara recentemente uma arma de fogo.
Na tarde de hoje, o Hospital Padre Bento divulgou mais um boletim médico. De acordo com os médicos, o vereador permanecia respirando por meio de aparelhos e tomando drogas para manter o coração funcionando. Magalhães teve morte cerebral na noite de sábado.
Um grupo de oito policiais militares na escolta. Cada dia um endereço diferente para dormir. Assim está a rotina do prefeito Jovino Cândido (PV), desde que, segundo ele, passou a ser vítima de ameaças de morte. Cândido teve uma conversa gravada em vídeo na qual acusa 18 vereadores da cidade de tentar cobrar propina para apoiar projetos do Executivo na Câmara.
"Estou parecendo um animal dentro de uma jaula", disse Cândido. Os PMs estão revezando-se em grupos de quatro, a cada 12 horas. "Desde sábado, estou com essa escolta."
Além dele, também estão recebendo proteção a família, os secretários de Governo, Ernesto Milagres, e de Assuntos Jurídicos, Maria Marlene Machado, e o superintendente do Serviço Autônomo de água e Esgoto (Saee), Mário Rifai. Os quatro estiveram na tarde de hoje com o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Luiz Antonio Marrey.
A reunião durou 30 minutos. "Vim agradecer o trabalho do Ministério Público (MP) e pôr-me à disposição da investigação dos promotores", disse Cândido. Ele afirmou ainda que foi aconselhado a andar de carro blindado para evitar um atentado. "Ofereceram R$ 80 mil pela minha cabeça para pessoas de fora da cidade." O prefeito disse que é possível governar com a atual composição existente na Câmara, mesmo sem ceder "às mazelas que dominavam a cidade". "Sou de um partido que recicla lixo; portanto, podemos também reciclar homens."
De acordo com Marrey, o prefeito relatou-lhe as ameaças que está sofrendo. Antes da visita, o procurador-geral telefonou para o secretário-adjunto da Secretaria da Segurança Pública do Estado, Mário Papaterra Limongi. "Ele informou-me de que as providências para proteger o prefeito já haviam sido tomadas pela secretaria." Marrey afirmou que Cândido não lhe entregou nenhuma prova nova sobre as acusações de corrupção. "Relembrei o prefeito que toda pessoa tem obrigação de contar à Justiça a verdade e tudo o que sabe." Segundo o procurador-geral, quatro promotores foram destacados para acompanhar esse caso. "Por ora
esse número tem sido suficiente."

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