Polícia e promotoria prendem 36 acusados de contrabando
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quarta-feira, 06 de junho de 2007
Evandro Fadel<BR>Agência Estado 
Curitiba- Em ação conjunta da Polícia Federal, Polícias Militar e Civil do Paraná e Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Cascavel e Guaíra, pelo menos 36 pessoas tinham sido presas até a tarde de ontem nas regiões oeste do Paraná e de Santa Catarina, acusadas de participar de duas quadrilhas especializadas em contrabando, tráfico e roubo de veículos. Ainda faltavam cumprir 10 mandados de prisão. Entre os presos da Operação Rota Oeste, estão sete policiais militares e seis civis paranaenses. Outros dois policiais civis estavam foragidos.
Segundo a promotora da PIC em Cascavel, Fernanda Nagl Garcez, as investigações estenderam-se por cerca de um ano, em razão da complexidade das ações e da necessidade de se realizar várias interceptações telefônicas. Além disso, a quadrilha, que inicialmente era única, acabou tendo uma cisão depois da morte de um paraguaio que a chefiava, dividindo-se em duas, que passaram a ser concorrentes. Pelas investigações, alguns dos presos trabalhavam no roubo de veículos no Brasil, que eram passados para o Paraguai, utilizando o Lago de Itaipu. Lá, os veículos eram adulterados e alguns retornavam.
Junto vinham várias mercadorias contrabandeadas, sobretudo cigarros, além de armas e drogas. Elas eram direcionadas para o oeste e sudoeste do Paraná, além do oeste de Santa Catarina, de onde seguiam para o litoral catarinense e norte do Rio Grande do Sul. Para a promotora, a operação somente era possível porque os contrabandistas contavam com a colaboração dos policiais que exerciam várias funções. ''Alguns recebiam propina para não incomodar, outros cobravam para avisar quando haveria alguma operação e outros ajudavam até na receptação'', afirmou.
No cumprimento de 58 mandados de busca, os policiais apreenderam 9 armas, aproximadamente 80 mil maços de cigarros e dinheiro. Também foram aplicados sete autos de infração pela Receita Federal, que resultaram em multas de R$ 160 mil. Os policiais militares ficaram presos em seus batalhões, enquanto os civis seriam transportados para Curitiba.
Os presos devem ser indiciados, entre outros, nos crimes de formação de quadrilha, tráfico de entorpecentes, contrabando, associação para o tráfico, roubo e receptação, e corrupção ativa e passiva. ''A operação continua, porque não foi possível identificar muitas pessoas'', afirmou a promotora. A Corregedoria da Polícia Civil abrirá procedimento administrativo e a Polícia Militar, um Inquérito Policial Militar para investigar a participação de seus membros nas quadrilhas.


