Polícia e OAB fazem parceria para orientar mulheres vítimas de violência


Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

A Polícia Civil e a Comissão da Mulher Advogada da OAB Londrina criaram o projeto OAB por Elas, que tem como objetivo fornecer orientações jurídicas gratuitas às vítimas de violência. Os primeiros atendimentos acontecerão nesta quinta-feira (26), a partir de 9h30, no auditório da 10ª Subdivisão Policial (SDP), na rua São Pedro, região leste. Tanto a triagem quanto o agendamento estão sendo feitos pela Delegacia da Mulher. 


"Quando o boletim de ocorrência é registrado, verificamos se a mulher tem necessidade de ser melhor esclarecida sobre outros serviços que não são de atribuição da polícia. Após essa etapa, é marcado um encontro onde as advogadas da comissão prestam todas as informações e, se necessário, fazem o encaminhamento para o Numape (Núcleo Maria da Penha), da UEL, e o CAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher). A cooperação é relevante porque a violência, além da esfera criminal, traz questões de ordem cível", explicou a delegada Magda Marina Hofstaetter. 




Do dia 1º de janeiro até esta segunda-feira (23), 1.418 BOs foram confeccionados na Delegacia da Mulher de Londrina. Desse número, 738 viraram inquéritos e 978 medidas protetivas foram solicitadas à Justiça. "A diferença nas estatísticas porque em alguns casos as vítimas não representam e em outros a denúncia pende de diligências para instaurar a investigação policial. Com essa junção de forças com a OAB, vamos atuar na prevenção, conscientização e combate. Quando ela chega na delegacia, explicamos o projeto e, se mostrar interesse, fazemos o agendamento. Na semana da reunião entramos em contato para confirmar a participação", afirmou. 




A advogada Jaqueline Alves Amendola, coordenadora da comissão, informou quais são as principais dúvidas das vítimas. "A gente recebe muitas perguntas sobre separação, pensão, guarda dos filhos e como ficam os bens adquiridos ao longo da vida. Elas sentem muito medo de várias coisas que têm direito, mas na maioria das vezes não sabem disso. Além do preparo jurídico, a iniciativa auxilia no acompanhamento psicológico", afirmou.  

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