Polícia e moradores apontam falhas
Carlópolis - A vulnerabilidade é uma das aliadas dos bandidos que cometem crimes contra o patrimônio. No caso do condomínio residencial Ilha Bela, localizado às margens da represa Chavantes, na divisa com São Paulo, o sistema de segurança é falho, segundo moradores e o delegado de Carlópolis, Marcos Paulo Rigoni Rubira, que investiga o assalto à residência do ex-ministro José Eduardo de Andrade Vieira.
A portaria, localizada na beira da rodovia PR-218, serve apenas para controle das pessoas que entram e saem do residencial, sem qualquer sistema de monitoramento de câmeras de vigilância. Além disso, a via de acesso ao condomínio é margeada por cafezais, o que facilita a entrada a pé de qualquer pessoa pelas laterais. A polícia suspeita que os três bandidos que invadiram a residência do ex-senador tenham entrado no condomínio pelas plantações de café.
O advogado Daniel Carvalho, de 41 anos, conta que no início de 2012 sua casa foi uma das sete que bandidos assaltaram. "De três casas levaram televisores", afirma. Ele aponta que somente depois desse incidente é que o condomínio passou a contar com o serviço de um vigia motorizado que faz a ronda das 18 horas às 6 horas. "Um guarda só é insuficiente, porque enquanto ele faz a ronda em uma casa, as outras todas ficam vulneráveis. A área é muito grande", argumenta.
Segundo Carvalho, o primeiro problema relacionado à segurança no interior do condomínio "é a entrada, que fica na beira da rodovia e abre uma gama de possibilidades de entrarem pessoas que não são proprietárias de casas". Ele sugere que seja instalada uma guarita próxima à marina, mais perto de onde estão localizadas as residências. "As laterais do acesso ao condomínio são muito vulneráveis, qualquer um pode entrar pelos cafezais, que são cercas vivas. Falam em condomínio fechado, mas de fechado lá não tem nada. É muito aberto", critica o morador.
O delegado Marcos Rubira observa que há movimentação constante de trabalhadores de obras porque há várias casas em construção no interior do condomínio, o que, em sua avaliação, exigiria um maior controle de identificação das pessoas que entram e saem. "Como tem muita gente trabalhando, o controle da entrada e saída de gente é falho, não tem câmera de segurança. Tem um vigia noturno que leva meia hora para percorrer todo o condomínio, pelo menos deveria ter uma câmera de segurança na portaria para ter um controle mais severo da entrada e saída de pessoas", avalia. (D.P.)





