Washington, 14 (AE-AP) - A polícia dos EUA realizou hoje (15) uma blitz e fechou o quartel-general dos manifestantes que se reúnem na cidade para protestar durante a reunião do FMI com o Banco Mundial. O corpo de bombeiros declarou que o velho armazém ocupado pelos manifestantes não apresentava condições de segurança. Policiais disseram ter apreendido material que "parecia de um coquetel molotov". O armazém, batizado de "centro de convergência", era usado como base por centenas de pessoas que pretendem realizar manifestações contra a globalização.
Duas pessoas foram presas durante a blitz, feita, de acordo com a polícia, para resguardar a segurança dos próprios manifestantes. As prisões ocorreram por desacato a autoridade.
Chuck Reinhardt, um professor de História, afirmou que inspetores de segurança entraram no prédio e declararam que o fogão de propano usado para preparar refeições violava as leis de proteção contra incêndios. Logo em seguida, a polícia teria chegado dando ordem de retirada das pessoas do armazém. O professor, que viajou de Nova York para participar dos protestos
diz que havia 300 pessoas no local.
Hoje, uma batida policial em outra casa apreendeu ferramentas e equipamento que seriam usados, aparentemente, durante os protestos, para impedir que a polícia quebrasse os bloqueios armados pelos manifestantes.
Nesta manhã, manifestantes de dez países diferentes foram à cada do presidente do Banco Mndial, James Wolfensohn, para lhe entregar uma carta contra as políticas da instituição.
Wolfensohn ouviu em silêncio enquanto um manifestante lia parte da carta. O documento pede um boicote internacional aos títulos que financiam o Banco Mundial.

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