A polícia do Rio de Janeiro deverá pedir hoje a prisão preventiva do médico radiologista Sérgio Antônio Baptistella. A medida visa impedir que ele seja solto, caso o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul conceda o habeas corpus solicitado pelo seu advogado de defesa.
O médico está preso em São Gabriel (RS), acusado de ter assassinado a médica Marilise Reis Dotto. Ele ainda é apontado como responsável por mais três mortes e três tentativas de homicídio no Rio de Janeiro. As acusações são feitas com base em exames de balística que, segundo a polícia do Rio, demonstram que os tiros disparados nos crimes foram feitos por armas apreendidas de Baptistella.
O delegado Celso Couto, responsável pelas investigações, acredita que, com as provas reunidas - exames de balística e o interrogatório feito no Rio
Grande do Sul -, reuniu os instrumentos jurídicos necessários para pedir a prisão preventiva.
O pedido de habeas corpus foi realizado no último dia 14, antes de o médico ter confessado, segundo a polícia, a autoria de dois assassinatos no Rio de Janeiro. A solicitação está sendo analisada pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Para evitar a concessão do habeas corpus, a polícia do Rio encaminhou à Justiça gaúcha os teste de balística que, segundo Celso Couto, comprovam o uso de duas pistolas nove milímetros nos homicídios de dois médicos no Rio.
Agora, o delegado carioca quer investigar se Baptistella tem ligação com uma suposta ‘‘máfia da saúde’’ no Estado. ‘‘Passei 12 horas ouvindo o Baptistella e não pude concluir que ele tem ligação com a máfia da saúde. Porém, nada pode ser descartado’’, disse Couto.

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