RIO - A parapsicóloga Eneida Magalhães estava sendo investigada havia um ano por promotores da 2ª Vara de Infância e Juventude do Rio. Ela e o marido, o comerciante Roberto Souza Rocha, tiveram prisão preventiva decretada pelo juiz Moacir Pessoa Araújo, da 17ª Vara Criminal do Rio. Rocha está foragido.
Eneida negou a existência de outras crianças, mas aquelas que foram encontradas reconheceram seis dos seus ‘‘irmãos’’ em fotografias apreendidas com a parapsicóloga. As crianças reconhecidas - todas com o sobrenome de Shoviwetter Pires - seriam Luiz Carlos, Luiz Eduardo, Lízio, Leilane, Lilian e Lídia. Entre as fotografias apreendidas, estaria uma de Lízio, na festa de seu oitavo aniversário. As crianças estão no Centro Municipal Ayrton Senna (abrigo no bairro da Mangueira).
Rituais Para o juiz Siro Darlan, da 1ª Vara de Infância e Juventude, está provado que Eneida cometeu falsidade ideológica, ao falsificar certidões de nascimento. ‘‘Há indícios de que ela esteja envolvida com o sequestro de crianças’’. Outra hipótese é a de que ela usasse os meninos em rituais macabros.
A polícia ouviu testemunhas que confirmaram que Eneida faz parte de uma seita denominada Justiça Divina e que receberia entidades como Exu Malandro, Caboclo Boiadeiro, Tranca-Rua e duas pombas-giras.
Ontem, a diretora da Divisão de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegada Márcia Helena Julião, viajou para Nova Friburgo, região serrana do Estado, para fazer uma série de investigações e tentar desbaratar a possível quadrilha de Eneida.
Os policiais já encontraram em um sítio uma menina de 4 anos, do Rio de Janeiro, adotada ilegalmente pelo argentino Miguel Angel Faria e pela advogada Maria Lúcia de Barros Cabral.

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