Polícia do Rio investiga morte de turista italiano
Rio, 01 (AE) - A 12ª Delegacia Policial (Copacabana) e a Delegacia de Atendimento Especial ao Turista (Deat) investiga a morte do italiano Graf Urs, de 28 anos, supostamente assassinado na terça-feira. Urs, que estava no Rio havia três meses, foi encontrado morto com facadas no pescoço, pulsos e pernas no apartamento que havia alugado para a temporada, em Copacabana, na zona sul. Ele tinha passagem marcada para a cidade alemã de Munique, para onde embarcaria na própria terça-feira.
A polícia procura a namorada de Urs (supostamente uma prostituta), que, segundo relato de moradores do prédio, localizado na Rua Paula Freitas, costumava passar muito tempo na casa do italiano, mas não era vista há cerca de dez dias. Ela é considerada suspeita do crime. A hipótese de suicídio, no entanto, não é descartada, porque a porta da frente estava trancada por dentro, com a chave na fechadura - o que tornaria praticamente impossível o arrombamento por um suposto assassino. Além disso, a localização do apartamento, no quinto andar, não permitiria pular pela janela, segundo a polícia. A delegada Teresa Pezza disse que não havia sinais de luta nem de roubo no local.
O corpo foi descoberto no fim da tarde de terça-feira pela administradora do imóvel, Selda Galvão, que havia ido cobrar o aluguel. Um chaveiro teve de ser chamado para abrir a porta. Ao entrar, Selda se deparou com poças de sangue no quarto e no banheiro e, em seguida, chamou a polícia, que estranhou o fato de não haver marcas de sangue no caminho entre o banheiro, onde acredita que a morte tenha ocorrido, e o quarto, onde o corpo estava deitado aos pés da cama.
Foram encontradas duas facas sujas de sangue no chão do banheiro, além de resíduos de cocaína, que a polícia acredita que tenha sido inalada pelo turista. Selda contou que Urs havia lhe dito que um amigo seu iria ocupar o apartamento quando ele o deixasse, mas a pessoa não havia aparecido até o fim da tarde de hoje.
Moradores contaram que ele havia sido visto pela última vez na madrugada do dia 28 de novembro, quando chegava ao prédio
e, ainda, que ele estava embriagado. Segundo informações da polícia, Urs havia passado por Munique, Madri e São Paulo antes de vir ao Rio. O Consulado da Itália foi acionado para ajudar nas investigações do caso.





